segunda-feira, novembro 28, 2011

Fado passa a ser Património Imaterial da Humanidade

O fado é a partir de agora Património Imaterial da Humanidade. A candidatura do género musical português foi aprovada este domingo durante o VI Comité Intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. A UNESCO distingue o fado enquanto tradição e expressão da identidade da cultura do país. Os peritos da Organização avaliaram o processo de candidatura português como exemplar. Em Lisboa, o Presidente da República viu na decisão “um motivo de orgulho para todos os portugueses”.


Em época de crise, uma grande alegria :)

segunda-feira, novembro 21, 2011

Petição Fado a Parimonio Imaterial da Humanidade

Petição Fado - Património Imaterial da Humanidade Para:Ministério da Cultura, Comissão Nacional da UNESCOO fado é uma festa. O fado é, há pelo menos mais de dois séculos, património imaterial nosso.


Uma marca cultural constante e permanente que alimenta a alma de um povo.

O Povo Português. Todo o Povo Português.

Em boa hora decidiram as autoridades nacionais diligenciar junto da UNESCO no sentido de que o Fado seja reconhecido mundialmente como Património Imaterial da Humanidade.

Sabendo que a Candidatura está construída com fortíssima base cultural e científica, confiando na validade e justeza dos fundamentos da mesma Candidatura, tendo a certeza de que tem plena justificação que a Comunidade Internacional qualifique o Fado como património Imaterial da Humanidade

Assine está no site petição pública





terça-feira, novembro 08, 2011

Conversa com Fadista

Amália Rodrigues

Conversa com fadista no Martinho da Arcada em 1992 editada em livro

A tertúlia que a fadista Amália Rodrigues protagonizou em abril de 1992 no Martinho da Arcada, em Lisboa, orientada por Luís Machado, será apresentada em livro na quinta-feira no Museu do Fado em Lisboa.
O livro, intitulado “Confidências numa noite de primavera”, inclui a conversa de cerca de cinco horas entre o escritor Luís Machado e a fadista, e ainda uma cronologia da vida e carreira de Amália, várias fotografias, uma sintética biografia e uma lista selecionada dos álbuns da cantora.
“Esta tertúlia inseriu-se nas ‘Conversas à quinta-feira’ no Martinho da Arcada e foi já parcialmente publicada precisamente em 1992, numa obra que inclui excertos de todos os encontros realizados”, disse Luís Machado à agência Lusa.
“Notei quando ela chegou, com uma hora de atraso por achar que a tertúlia era às 21:00 e não às 20:00, que estava muito deprimida, pouco à vontade, cansada e um bocado desencantada”, recordou o autor.
“Um estado de espírito que se desanuviou ao longo da conversa, e a meio dela, Amália já estava animada, e o livro regista precisamente estas mudanças de humor”, referiu Luís Machado.
No prefácio à obra, o musicólogo Rui Vieira Nery afirma que esta conversa tem “a particularidade de ser, muito provavelmente, a última grande entrevista da artista, dada a um interlocutor para com quem é evidente da sua parte uma postura de empatia pessoal e de respeito intelectual, e de representar, por isso, um depoimento precioso para fixar o que eram o seu estado de espírito e o seu olhar sobre si mesma nessa fase derradeira da sua vida”.

Excerto Retirado de artigo do site do sapo Mulher

quarta-feira, novembro 02, 2011

A Chave da Minha Porta



A Chave Da Minha Porta


Amália
Rodrigues




Amália Rodrigues - A Chave Da Minha Porta


Eu vi-te pelo São João
Começou o namorico
E dei-te o meu
coração
Em troca de um manjerico

O nosso amor começou
No baile da minha rua
Quando São Pedro
chegou
Tu eras meu e eu era tua

Esperava por ti
Como é de ver de quem ama
Tu vinhas tarde p'ra
casa
Eu ia cedo p'rá cama

P'ra me enganar
Que a esperança em mim estava morta
Deixava a chave a
espreitar
Debaixo da minha porta

Deixava a chave a espreitar
Debaixo da minha porta

Passou tempo e noutro baile
Tu sempre conquistador
Lá foste atrás de
outro xaile
E arranjaste outro amor

Fiquei louca de ciúme
Porque sei que esta paixão
Não voltará a ser
lume
Pra te aquecer o coração

Espero por ti
Como é sina de quem ama
Tu já não vens para casa
Mas
eu vou cedo p'rá cama

P'ra me enganar
Que a esperança em mim já está morta
Eu deixo a chave a
espreitar
Debaixo da minha porta

Eu deixo a chave a espreitar
Debaixo da minha porta

P'ra me enganar
Que a esperança em mim já está morta
Eu deixo a chave a
espreitar
Debaixo da minha porta

terça-feira, outubro 25, 2011

Retrato

Na Wikipedia

Amália da Piedade Rodrigues GC SE • GC IH (Lisboa, 23 de Julho de 1920[2] — Lisboa, 6 de Outubro de 1999) foi uma fadista, cantora e actriz portuguesa, considerada o exemplo máximo do fado, comummente aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. Está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres.




Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado[3] e, por consequência, devido ao simbolismo que este género musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras no mundo. Aparecia em vários programas de televisão pelo mundo fora, onde não só cantava fados e outras músicas de tradição popular portuguesa, como ainda canções contemporâneas (iniciando o chamado fado-canção) e mesmo alguma música de origem estrangeira (francesa, americana, espanhola, italiana, brasileira). Marcante contribuição sua para a história do Fado, foi a novidade que introduziu de cantar poemas de grandes autores portugueses consagrados, depois de musicados. Teve ainda ao serviço da sua voz a pena de alguns dos maiores poetas e letristas seus contemporâneos, como David Mourão Ferreira, Pedro Homem de Mello, Ary dos Santos, Manuel Alegre, Alexandre O’Neill.



http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A1lia_Rodrigues