terça-feira, outubro 25, 2011

Retrato

Na Wikipedia

Amália da Piedade Rodrigues GC SE • GC IH (Lisboa, 23 de Julho de 1920[2] — Lisboa, 6 de Outubro de 1999) foi uma fadista, cantora e actriz portuguesa, considerada o exemplo máximo do fado, comummente aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. Está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres.




Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado[3] e, por consequência, devido ao simbolismo que este género musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras no mundo. Aparecia em vários programas de televisão pelo mundo fora, onde não só cantava fados e outras músicas de tradição popular portuguesa, como ainda canções contemporâneas (iniciando o chamado fado-canção) e mesmo alguma música de origem estrangeira (francesa, americana, espanhola, italiana, brasileira). Marcante contribuição sua para a história do Fado, foi a novidade que introduziu de cantar poemas de grandes autores portugueses consagrados, depois de musicados. Teve ainda ao serviço da sua voz a pena de alguns dos maiores poetas e letristas seus contemporâneos, como David Mourão Ferreira, Pedro Homem de Mello, Ary dos Santos, Manuel Alegre, Alexandre O’Neill.



http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A1lia_Rodrigues

terça-feira, abril 29, 2008

sexta-feira, outubro 19, 2007

Fundação Amália Rodrigues

A Fundação Amália Rodrigues foi declarada instituição de utilidade pública, segundo uma portaria publicada hoje no Diário da República, evitando a possibilidade de encerramento por questões fiscais.
O Diário de Notícias tinha noticiado em Agosto que a fundação estava em risco de fechar se tivesse de pagar os impostos sobre os bens deixados em herança pela fadista.
«Se o Governo não declarar a utilidade pública, o dinheiro que vai pagar em impostos destruirá a fundação», garantiu ao DN, na mesma data, o Presidente da Fundação Amália Rodrigues, Amadeu Aguiar.
A declaração de utilidade pública, que isenta a instituição do pagamento de impostos sobre os bens deixados por Amália Rodrigues, exige, no entanto, que a fundação não tenha dívidas fiscais e à Segurança Social.
O estatuto de utilidade pública obriga ainda à apresentação do plano de actividades do ano em curso, bem como o relatório pormenorizado das actividades efectivamente desenvolvidas.
A fundação Amália Rodrigues, com sede na própria casa da fadista, nasceu em 1999 com a finalidade de ajudar as pessoas mais desfavorecidas, designadamente órfãos, indigentes, sem-abrigo, e de apadrinhar instituições de beneficência e de solidariedade social.
O novo estatuto da fundação vai ser repensado dentro de três anos, através da avaliação do cumprimento dos requisitos gerais e especiais que lhe são impostos.
A Lusa tentou falar com Amadeu Aguiar, o qual não se mostrou disponível até ao momento.

Fonte: Diário Digital / Lusa

quinta-feira, outubro 18, 2007

Versos de Amália

Grito

Silêncio
Do silêncio faço um grito
E o corpo todo me dói
Deixai-me chorar um pouco
De sombra a sombra
Há um céu tão recolhido
De sombra a sombra
Já lhe perdi o sentido
Ao céu
Aqui me falta a luz
Aqui me falta uma estrela
Chora-se mais
Quando se vive atrás d'ela
E eu
A quem o céu esqueceu
Sou a que o mundo perdeu
Só choro agora
Que quem morre já não chora
Solidão
Que nem mesmo essa é inteira
Há sempre uma companheira
Uma profunda amargura
Ai solidão
Quem fora escorpião
Ai solidão
E se mordera a cabeça
Adeus
Já fui p'r'além da vida
Do que já fui tenho sede
Sou sombra triste
Encostada a uma parede
Adeus
Vida que tanto duras
Vem morte que tanto tardas
Ai como dói
A solidão quase loucura