terça-feira, outubro 18, 2005

Reacção dos presidentes:XANANA GUSMÃO

XANANA GUSMÃO
"Conheci Portugal há 20 e tal anos como o País de fado e do Benfica. Havia o fado e o futebol. Agora que há outros tipos de música, como o rock, o fado, aquele carácter da alma portuguesa, perdeu uma grande mensageira."

Reacção dos presidentes: Mário Soares

MÁRIO SOARES
"Era a voz de Portugal. Prestigiou imenso o País no mundo. Uma pessoa muito acessível, modesta, simples, nada diva. Digna de todo o apreço, não obstante ser uma pessoa muito conservadora, senão mesmo salazarista. Mas isso não tinha importância nenhuma comparativamente ao que ela representou sempre para todos nós."

Reacção dos Presidentes: Jorge Sampaio

•JORGE SAMPAIO
"Amália Rodrigues foi sempre, e sobretudo, a pessoa que mais terá identificado naturalmente as características nacionais da saudade, da afectividade, do amor, da solidão, da nostalgia. Enquanto sofríamos uma ditadura, Amália foi um símbolo do Portugal em que todos se poderiam rever, e esse é o primeiro grande serviço que ela prestou a Portugal no seu conjunto."

Barco Negro



•De manhã de medo que me achasses feia
•Acordei tremendo deitada na areia
•Mas logo os teus olhos disseram que não
•E o seu coração penetrou no meu coração
•Mas logo os teus olhos disseram que não
•E o seu coração penetrou no meu coração
•E depois numa rocha uma cruz
•E o teu barco negro dançava na luz
•E o teu braço acenado nas velas já soltas
•Dizem as velhas da praia que não volta
•São loucas, são loucas
•Eu sei meu amor que nem chegaste a partir
•Pois tudo em meu redor me diz que estás sempre comigo
•Eu sei meu amor que nem chegaste a partir
•Pois tudo em meu redor me diz que estás sempre comigo
•No vento que lança areia nos vidros
•Na água que canta no fogo no riso
•No calor do leite nos bancos vazios
•Dentro do meu peito estás sempre comigo
•No calor do leite nos bancos vazios
•Dentro do meu peito estás sempre comigo
•Eu sei meu amor que nem chegaste a partir
•Pois tudo em meu redor me diz que estás sempre comigo
•Eu sei meu amor que nem chegaste a partir
•Pois tudo em meu redor me diz que estás sempre comigo

Fado: Carmencita



•cigana mais bonita
•Chamava-se Carmencita
•A Do que um sonho, uma visão.
•Diziam que era a cigana
•Mais linda da caravana
•Mas não tinha coração.
•OS afagos e carinhos
•Perdeu-os pelos caminhos
•Sem nunca os ter conhecido.
•E andou buscando a aventura
•Como quem anda á procura
•De um grão de areia perdido.
•Numa noite de luar
•Ouviram o galopar
•De dois cavalos fugindo.
•Carmencita
•A linda graça
•Renegando á sua raça
•Foi atrás de um sonho lindo.
•Oh, esta canção magoada
•Que envolve o pó da estrada
•Quando passa a caravana.
•Carmencita, Carmencita
•Se não fosses tão bonita
•Serias sempre cigana

Só á noitinha



•Tive-lhe amor
•Gemi de dor
•De dor violenta
•Chorei sofri
•E até por si
•Fui ciumenta
•Mas todo mal
•Tem um final
•Passa depressa
•E hoje voçe
•Não sei porquê
•Já não me interessa
•Bendita a hora
•Que eu o esqueci
•Por se ingrato
•E deitei fora as cinzas do seu retrato
•Desde esse dia sou feliz sinceramente
•Tenho alegria
•P´ra cantar e andar
•Só á noitinha
•Quando me chega a
•Saudade
•Choro sozinha para chorar mais à vontade
•Bendita a hora
•Que eu o esqueci
•Por se ingrato
•E deitei fora as cinzas do seu retrato
•Desde esse dia sou feliz sinceramente
•Tenho alegria
•P´ra cantar e andar contente
•Só á noitinha
•Quando me chega a
•Saudade
•Choro sozinha para chorar mais à vontade

Fado: vou dar de beber á dor




•Foi no domingo passado que passai,
•A casa onde vivia a mariquinhas,
•Mas está tudo tão mudado
•Que não vi em nenhum lado
• Estas janelas que tinham tabuinhas
•Do resto chão ó telhado
•Não vi nada nada, nada
•Que pudesse recordar meu mariquinhas
•E ouvir o telhado e a zelado
•onde vi as tabuinhas.
•Entrei onde era a sala,
•Agora está á secretária um sujeito que é limgrinhas
•Mas não vi colchas com barra,
•Nem viola nem guitarra,
•Nem espreitadelas furtivas das vizinhas
•O tempo cravou a garra,
•Na alma daquela casa que ás vezes petiscávamos umas sardinhas.
•Quando a noite é de guitarra e de farra,
•Estava lá o mariquinhas.
•As janelas estão garridas que ficavam,
•Com cortinados de fitas ás pintinhas,
•Perderam de toda a graça porque é hoje uma vidraça
•Com cercaduras de lata ás voltinhas
•E lá para dentro quem passa hoje é para ir aos pinhões
•Entregar ao Honorário umas coisinhas
•Pois chega a esta desgraça a toda a graça à casa da mariquinhas.
•Para terem feito da casa o que fizeram
•Melhor fora que a amandaçem para as alminhas,
•Pois se a casa do pinhor o que foi viveiro de amor,
•È ideia que não é das minhas,
•Recordação de calor, das saudades que eu vou procurar, esquecer…
•Numas ginjinhas, pois dar de beber à dor é o melhor, já dizia a mariquinhas
•Pois dar de beber à dor é o melhor, já dizia a mariquinhas